O texto de hoje nada tem a ver com nosso mundinho fake... é uma leitura imensa, se estiver sem saco pra ler vá pra outra página ou então vá lendo aos poucos! :) É uma coisa que quando eu li, eu pensei que todos os meus pensamentos estavam naquela página de jornal *o*' E estavam... faz muito, muuuuuuuuito tempo que eu li aquele jornal... mas a idéia ainda é válida! :D
Estava eu lendo o jornal "O Globo" do dia 17 de fevereiro de 2008 (faz mais de um ano, falta do que fazer é fogo x_x), quando cheguei na "Logo- A Página Móvel" e o título era Perdão. Confesso que o texto me tocou profundamente (não vão pensar besteira), pois estava escrito de uma maneira... excelente texto, por isso decidi postá-lo aqui no meu blog*
Este texto é de autoria de: Arnaldo Bloch, Renato Galeno, Gilberto Scofield, Juliana Iooty e Ana Lúcia Azevedo.
"Perdão
No dia 13 de fevereiro de 2008, o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, pediu perdão aos aborigínes pelas políticas de Estado impostas ao povo nativo e às cem mil crianças que foram tiradas de suas famílias para serem aculturadas. Na mesma semana, Steven Spielberg desistiu de assessorar a cerimônia de abertura dos jogos olímpicos de Pequim como parte da pressão sobre o país para persuadir o Sudão a pôr fim às atrocidades de Darfur. A marcha das consciência das nações é lenta: nos anos 80, Margareth Thatcher ainda exaltava a "missão civilizatória" dos europeus na África. O Vaticano demorou séculos até que João Paulo II pedisse uma bateria de desculpas pelos erros da Igreja que levaram a atrocidades. Progressos acontecem, sim. Boa parte dos governos sul-americanos pediu desculpas aos seus cidadãos torturados e às famílias dos mortos durante as ditaduras da segunda metade do século XX; o governo sul-africano desculpou-se pelo apartheid; o presidente Lula pediu desculpas à África pela escravidão. Alguns dos maiores crimes da Humanidade, porém, seguem sendo justificados pelo silêncio e a recusa das nações em enxergar o passado. A página Logo fez um inventário de alguns desses crimes emblemáticos que clamam por reconhecimento.
Espanha, Portugal, EUA, aos povos nativos pelo genocídio de mais de 70 milhões de índios ao longo da história do expansionismo colonial. No Brasil, os índios sequer são cidadãos. Nos EUA, a matança teve defensores entusiasmados, como o General Armstrong Custer, a quem se atribui a noção de que "índio bom é índio morto".
Os japoneses, aos chineses, pelo Massacre de Namquim, que fez entre 150 e 300 mil mortos e completou 70 anos em 2007.
Os EUA, aos japoneses, pelo lançamento das bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, provocando a morte instantânea de mais de 200 mil pessoas e deixando como herança um rastro de mortes por doenças decorrentes da radiação e contaminando gerações e gerações com deformidades congênitas.
Os russos ao seu povo e aos povos sob seu domínio, pelos crimes e expurgos de Stálin, cujo inventário é enorme, controverso e cujo número de vítimas alguns calculam em 15 milhões. Pelos gulags, pela fome na Ucrânia, e a lista continua...
Os franceses aos argelinos pelas crueldades cometidas durante a guerra da independência da Argélia.
Os EUA ao povo vietnamita, pela morte indiscriminada de civis camponeses, homens, homens, mulheres e crianças no Vietnã, através do emprego de métodos abomináveis na guerra que matou entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas.
Aliados, como um todo, aos alemães pelo bombardeio de cidades alemãs sem objetivos militares, como os artefatos incendiários em Dresden.
A China aos chineses: pelo desastre do Grande Salto Para a Frente, no fim da década de 50, que matou 20 milhões de chineses de fome, algo até hoje, nunca admitido pelo governo; pelos exageros da Revolução Cultural (cerca de um milhão de mortos e outros milhões cuja história de vida, carreira, família, foram totalmente destruídos); pelas duas mil mortes de estudantes massacrados por tanques na Praça da Paz Celestial;
A China ao Tibete, pela invasão e pelo extermínio de sua cultura. "
Este texto foi reduzido, mas mais crimes com certeza merecem um pedido de perdão por parte de seus autores (os sérvios aos croatas, bósnios e kosovares; dos turcos aos armênios...)
*Que fique bem claro que isso não é plágio, pois eu simplesmente gostei do texto e decidi postá-lo aqui. Postei também os nomes dos autores, para que seu trabalho não seja desprezado e ocultado, pois tem gente que posta e diz: "eu pensei nisso, a idéia do texto foi minha... se alguém publicou parecido e antes, é pura coincidência..."
Obrigado, beijos e abraços a quem lê! :)
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Texto incrível!
ResponderExcluirEssa coisa de perdão...
Eu sempre me lembro de uma coisa por parte da Igreja Católica.
Parece que antes, na época da escravidão,
eles costumavam dizer que os negros não tinham alma pra justificar toda a crueldade contra eles, o comércio e tudo mais. Passados alguns anos,
depois de tanto sofrimento ao povo africano,
depois do holocausto e do número imenso de injustiças cometidas contra eles, o Vaticano declara que estava errado e pede perdão...
A questão levantada pelo texto é mais focada nas tragédias mesmo...
Mas acho que a idéia base é a mesma.
É triste ver que as pessoas só tem noção do que fazem quando tudo de pior já aconteceu...
Enfim...
Bjo!
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